Franz Kafka

"te vejo na cama, cuido um pouco de ti, vou e venho, ponho a mão em tua fronte, imerjo em teus olhos enquanto me inclino para ti, sinto teu olhar sobre mim enquanto dou voltas pelo quarto; e tenho consciência constante, com um orgulho já irreprimível, de que vivo para ti, e que me é permitido, e que portanto começo a agradecer o fato de que alguma vez te tenhas detido ao meu lado e me tenhas estendido a mão."

* extraído de Cartas a Milena