Marcel Proust

"E a doença que era o amor (...) se havia multiplicado tanto, estava tão estreitamente emaranhada a todos os seus hábitos, a todos os seus atos, a seu pensamento, sua saúde, seu sono, sua vida, até mesmo àquilo que desejava para depois de sua morte, formava com ele tão praticamente um todo, que não se poderia arrancá-lo dele sem destruí-lo quase por inteiro: como se diz em cirurgia, seu amor não era mais operável."

 * extraído de Um amor de Swann