Marcel Proust

" (...) ela afastava seus cabelos com as mãos; sua testa, seu rosto pareciam mais largos; então, de repente, algum pensamento simplesmente humano, algum bom sentimento como existem em todas as criaturas quando num momento de repouso ou de recolhimento estão entregues a si mesmas, jorrava de seus olhos coo um raio amarelo. E de imediato todo o seu rosto iluminava-se como um campo cinzento, coberto de nuvens que de repente se afastam, para sua transfiguração, no momento do pôr do sol."

 * extraído de Um amor de Swann